14 de fevereiro de 2014

ARQUITETURA E QUALIDADE DE VIDA



Qual é o impacto dos  projetos arquitetônicos na sua qualidade de vida e no planeta?

O mundo passa por um momento de transição. Em um resgate histórico, pela primeira vez a população urbana é mais acentuada do que a população rural (ONU, 2011). Estima-se que até o ano de 2050 serão contados aproximadamente 9 milhões de habitantes no planeta azul, dos quais 2/3 morarão em espaços urbanos. O Brasil, por sua vez, já se encontra nessa situação, visto que em torno de 84% da população já se encontra vivendo em zonas urbanas (IBGE, 2011).
O crescimento caótico de edificações e a impermeabilização excessiva do solo provocam intensa degradação do meio ambiente. Entre os grandes responsáveis pelos impactos ameaçadores dos sistemas de suporte da vida no planeta está a atividade industrial da construção civil (SATTLER, 2004). Ainda, os edifícios destacam-se como os poluentes mais nocivos, consumindo mais da metade de toda a energia usada nos países desenvolvidos, bem como produzindo mais da metade de todos os gases que vêm modificando o clima.
Tendo em vista que o atual modelo de crescimento econômico gerou insustentáveis desequilíbrios sociais e ambientais, a arquitetura bioclimática exerce papel fundamental na concretização de uma arquitetura mais sustentável. O objetivo da arquitetura bioclimática é o de adaptar a edificação às condições do clima local, visando conforto ambiental e qualidade de vida do usuário. Seu fundamento está na utilização de estratégias passivas, como a radiação solar, iluminação e ventilação natural, sombreamento, além do emprego de materiais adequados, disponíveis localmente, que garantam desempenho à edificação.
O uso de estratégias passivas incorporadas nas fases iniciais do projeto tende a reduzir os impactos gerados pela construção, assim como a necessidade do consumo de energia elétrica para adaptação da edificação às necessidades de conforto do usuário. Uma das principais propostas bioclimáticas implantada na arquitetura contemporânea é o aproveitamento da iluminação natural. A estratégia passiva tem o potencial de intensificar a qualidade do ambiente ao mesmo tempo em que fornece a oportunidade de economizar energia. No mesmo sentido, a cobertura viva (telhado verde) surge como técnica construtiva de baixo impacto ambiental, que possibilita muitos benefícios para a edificação e seu entorno imediato. Ambas as estratégias além de proporcionarem benefícios psicológicos ao usuário, geram proveitos para a edificação.
Então, vamos ajudar a reduzir esse impacto e melhorar nossa qualidade de vida começando por melhorar nossas próprias edificações? Procure seu arquiteto ou contrate um e busque informar-se sobre essas alternativas, que se bem pensadas, podem acrescentar inúmeras melhorias sem agregar muito ou nenhum custo na sua obra! Encerro com uma frase que deveria servir de inspiração para todos: “Construir de acordo com o clima não é mais uma posição ecológica, mas sim uma necessidade.”- Lúcia Mascaró (1991).

 



Renata Fontaneli
Arquiteta e Urbanista Sócia da Arquitetura VIVA, Especialista em Sustentabilidade e Eficiência Energética e Menstranda PPGEC/UFRGS.






6 de fevereiro de 2014

COLORINDO-SE COM A NATUREZA


Hoje acordei inspirada para escrever o meu primeiro post no blog. O ano de 2013 foi um dos mais turbulentos da minha vida: pensamentos e ações depressivas e destrutivas, casamento e separação, solidão, incerteza e desilusão profissional... E, lógico, isso tudo refletiu no meu físico: um “leve” acréscimo de 10 quilos de gordura na balança! 

Entretanto, todas essas experiências me fizeram perceber que a única coisa que é eternamente constante na vida e no universo é justamente ela – a mudança. Nada é absoluto, tudo é relativo. Apreendi uma das leis principais do universo: a Lei da Evolução  Constante

Logo, após muitos baixos e altos, desalentos e esperanças e dualidades em geral ("quando você está dividido, todo o mundo está dividido; é a sua própria divisão que se projeta na tela do universo. Quando você está em um estado não-dividido, integrado, uno, orgânico e orgástico, tida dualidade desaparece; então a vida e a morte não são duas, não são opostas, mas complementares, dançando uma com a outra de mãos dadas; então mau e bom não são duas coisas diferentes e estão dançando um com o outro de mãos dadas; então a matéria e a consciência não são duas. É isto que está acontecendo dentro de você: a alma está dançando com o corpo, o corpo está dançando com a alma. Eles não são dois, mas um só, absolutamente um só, manifestações de um só ser. O corpo nada mais é do que a alma visível, e a alma nada mais é do que o corpo invisível". Osho), na percepção da unidade de todas as coisas e do cosmos com um todo, tive saltos quânticos na minha evolução pessoal. Transmutei dores, transcendi e me rendi ao amor. E não a mais um “amor” qualquer, mas o verdadeiro amor, a base para todos os outros amores: o autoamor (“não te esqueças nunca da tua divindade original...” FP). 

Nesse contexto, pretendo, no blog, compartilhar todas as minhas metamorfoses, a minha visão holística do todo, situações que elevaram a minha consciência, que me demonstraram a beleza que existe em tudo e em todos (“há tão pouca gente que ame as paisagens que não existem!” FP) e que me fizeram integrar corpo, mente e espírito, pois nada vem de fora, tudo vem de dentro... Definitivamente é preciso interiorizar para elevar, ou, novamente nas palavras do amado Fernandinho Pessoa: "Primeiro estranha-se, depois entranha-se”.

Assim, ao constatar que o desequilíbrio dos meus pensamentos e emoções eram o que estavam adoecendo-me (física e psicologicamente), efetuei uma necessária e fundamental reconexão com a natureza (em outro post falarei sobre earthing), redescobrindo na mesma uma mágica e inesgotável fonte de saber. 

Para colocar ainda mais em prática essa sincronia com a natureza, revolucionei minha alimentação, descobri a missão curativa das plantas... O reino vegetal tem uma missão espiritual de contribuir para o desenvolvimento da raça humana... A energia das plantas é elevada, celeste, com propriedades vitalizantes para o corpo e para a alma, apresentando um padrão vibratório amplamente curativo e amoroso!

Falando nisso, você sabia que a sua pele é substituída a cada 35 dias? O fígado, a cada seis semanas. Nosso corpo produz essas novas células a partir de nossos alimentos. Ou seja, literalmente somos o que comemos. Diante dessa perspectiva e do meu reencontro com a natureza, reduzi ao máximo alimentos ácidos, industrializados, falsos, adulterados, tóxicos e venenosos (presentes em 99% das mercadorias mais divulgadas (publicidade abusiva) e vendidas... Infelizmente, o ser humano padece de uma miopia consciencial que não o torna hábil a enxergar todos os recursos enviados pelo próprio universo). Atualmente, busco alimentar-me apenas a partir de produtos naturais, verdadeiros, orgânicos, crus, puros e alcalinos. Afinal, nossa mãe, Gaia, já nos proporcionou tudo o que precisamos para viver e – em face do nosso contexto social corporativista adoentado – nos autocurar.

Agora, falarei um pouquinho do modismo (apesar de eu me considerar “seletiva” a respeito do que é pop) dos sucos verdes, aos quais me filiei intensamente. Afinal, não há coisa melhor que, após permanecer horas em jejum, acordar e tomar um belo e nutritivo líquido, é vida imediata (e imediatamente absorvida)! É o que busco diariamente fazer. O bacana dos sucos é a criatividade! Não sigo receitas, acordo e invento! Abaixo estão algumas fotografias dos meus coloridos sucos... São milagrosos: além de triplicarem minha disposição, aumentam meu poder de concentração, dão-me uma sensação constante de bem-estar, e, com os mesmos, em poucos meses, já eliminei 5 dos 10 indesejados quilos! 

A ideia básica é unir diversas plantas (frutas, verduras, raízes, sementes, legumes – é muito mais fácil beber do que comer vegetais) e acrescentar água e gelo. Uma verdadeira terapia fitoenergética!

Além de turbinar meus sucos com chia, linhaça dourada, quinoa, amaranto, gergelim, canela, mel e gengibre, nas minhas principais misturas constam as seguintes plantas (conforme as fotografias colacionadas):
- couve, limão, banana, pepino (muito refrescante!);
- maçã, cenoura, pepino, couve, brócolis, banana e babosa (aloe vera);
- mirtilo (blueberry), brócolis, couve, cenoura, melão e babosa (um dos mais deliciosos que já fiz);
- brócolis, espinafre, cenoura, kiwi e limão;
- mirtilo, amora, beterraba, cenoura e maçã;
- brócolis, couve, cenoura, banana e maçã;

A lista continuaria infinitamente... A regra é criar e diversificar. É colorir, fazer arte! Criatividade é inteligência divertindo-se! Trust me, cuidar-se é apaixonante!





4 de fevereiro de 2014

TIPS FROM LOCALS


Antes de qualquer viagem gosto de pesquisar sobre meu novo destino, claro, tem o básico que qualquer viajante deve fazer e o “plus” para aqueles viajantes mais prevenidos ou descolados. Por exemplo, para viagens ao exterior, se é necessário o visto para entrar no país escolhido é o básico do básico, se vai haver algum show legal da minha banda preferida é um “plus” fácil de pesquisar antes da viagem.

Além dos já tradicionais e consagrados guias de viagens vendidos nas livrarias e bancas de revistas e que rodam pelas mãos de todos os amigos/parentes/amigos dos amigos/etc, a internet tem muita coisa interessante (mais muita mesmo) que também pode nos ajudar na organização pré-viagem e até mesmo na escolha do próximo destino (why not?).

Um site que descobri há pouco tempo é o I heart my city, da National Geographic.



O barato deste site é que as pessoas que escrevem sobre determinada cidade são locais, isto é, nasceram e moraram/moram na cidade ou moraram/moram por muitos anos. E não são necessariamente escritores que fazem o guia, tem um questionário bem fácil de ser preenchido por qualquer um (ainda vou fazer a experiência com a minha cidade).




Ainda não testei em nenhuma cidade, mas com certeza me inspirarei, e já “perdi” horas e horas viajando virtualmente pelas cidades do coração de diversas pessoas totalmente desconhecidas.

Dicas de passeios, roteiros, restaurantes, museus, bares,... são sempre bem vindas, e dicas de pessoas que vivem e sentem a cidade são mais apreciadas ainda!


I heart my city, tips from locals: vale a espiadinha!