27 de dezembro de 2013

FOTOGRAFIA: NOÇÕES DE ENQUADRAMENTO

Viajar e conhecer novos lugares, pra mim, é uma das coisas mais prazerosas dessa vida. Eu conto os dias pra embarcar em uma nova aventura. Pode ser uma viagem curtinha de apenas um final de semana e pode ser um mochilão. A sensação é de desprendimento, liberdade e felicidade, é claro. 
 
De vez em quando eu paro pra matar as saudades e fico olhando as fotos realizadas durante as viagens...
 Olha que lindas essas fotos!! #sqn Só que não, né gente?

Minhas parcerias de viagem sabem que eu sou bem chatinha pra fotos.

Vem mais pra frente! | Esse lado não tá bom! 
Não gostei... Faz mais uma? Mas dessa vez faz assim ó...

De nada adianta apontar a câmera e sair fotografando sem nenhum critério. Tá certo que agora as câmeras digitais e os big cartões de memória nos permitem fazer muuuuito mais fotos, mas no fim vale bem mais ter poucas fotos boas do que uma tonelada de fotos sem graça. 

O importante é saber compor uma foto para que o resultado seja harmonioso.

Para compor uma boa foto é preciso treinar o olhar. É ter sensibilidade e critérios estéticos. É observar e analisar cada foto realizada. É aprender na prática.

Ok... isso leva tempo e muita gente não tem paciência.
 
Então separei algumas dicas de composição que são bem úteis.

Primeiro as dicas super básicas:
- Não corte os monumentos/prédios
- Não deixe a pessoa láááá no fundo da foto junto ao monumento
- Não faça fotos contra a luz
- Tente não deixar a pessoa no meio da foto
- Não deixe o horizonte torto!!!

Uma regra de composição bem conhecida na fotografia é a Regra dos Terços que deriva da sequência de Fibonacci.

Fibonacci observou que na natureza surgia muitas vezes uma espécie de padrão. Notou isto, por exemplo, no arranjo das folhas de plantas, nas ondas do mar, nas espirais das galáxias,... Ele transformou esse padrão em uma sequência que por sua vez deu origem à chamada proporção áurea. Desde a Renascença pintores, escultores e arquitetos se baseiam nessa proporção.
 
 
Espiral de Fibonacci com o local perfeito de Phi fixo no olhar

A partir de quatro espirais de Fibonacci é possível traçar uma grelha com a proporção 1 + 0,618 + 1, com o Phi posicionado na intersecção das quatro linhas. Para facilitar a vida, essa grelha foi simplificada a proporção de 1 + 1 + 1, ou seja, dividindo a fotografia em partes iguais, surgindo então a Regra dos Terços.
 
Em fotos de paisagens, a regra é primeiro verificar qual será o destaque, se o céu ou a terra, e depois posicionar o horizonte próximo a uma das linhas horizontais. Ou seja, não posicionar o horizonte no meio da foto.
 
 Grelha conforme Fibonacci e Regra dos Terços
 
A interseção das quatro linhas são chamados de pontos de ouro. São considerados lugares de interesse porque o nosso olhar tende a ir primeiramente a estes pontos e não ao centro da foto. Sendo assim, quando se tem objetos em destaque, o mais interessante é posicioná-los nos pontos de ouro ou nas linhas verticais ou horizontais.
 
Então... nada de centralizar a pessoa na foto. Melhor posicionar ela em uma das linhas verticais, ou seja, em um dos cantos da foto.  
 
 E quando eu falo em posicionar a pessoa no canto da foto, não estou falando pra simplesmente "largar" o objeto sem nenhuma coerência. Preencha a foto. Não deixe tanto "teto".
 













Mas regras existem para serem quebradas!
 
Cartier Bresson dizia que o fotógrafo instintivamente cria um padrão geométrico, sem o qual a foto ficaria sem forma e sem vida, mas qualquer análise geométrica só poderia ser feita depois da foto ser realizada. Ou seja, nada de fixar a regra dos terços no visor da câmera. Além disso, era contra cortar a foto depois de feita para que atendesse à algum esquema, pois a integridade da visão do fotógrafo não estaria mais lá. 
 
No caso das duas fotografias abaixo, a regra dos terços foi nitidamente quebrada, mas mesmo assim capta o interesse do observador. Nelas existem linhas paralelas que convergem em um ponto no infinito, chamado ponto de fuga. O olhar é levado por estas linhas que criam uma perspectiva. 
 
Desta maneira, dependendo do que se quer dar destaque, é possível se desprender total das regras. A seguir, a primeira foto deu destaque à mesa e a segunda, às fotografias na parede, deixando a foto com bastante "teto" e o rosto no meio da foto, mas mesmo assim harmoniosa.
 




+ E aí? Vamos treinar o olhar e compor fotos mais bonitas? 

2 comentários:

  1. E assim, durante uma viagem e outra, nós vamos aprendendo mais sobre tirar lindas fotos! Thanx Aninha 😉

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